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Reflexão para o Quinto Domingo da Quaresma, 22 de março de 2026: Deus que vive e dá a vida: “Eu sou a ressurreição e a vida”

Primeira leitura: Ezequiel 37,1-14 Salmo responsorial: Salmo 130,1-2.3-4.7-8 Segunda leitura: Romanos 8,6-11 Aclamação do Evangelho: João 11,25-26 Evangelho: João 11,1–45

A reflexão de hoje é do Pe. Séverin MUKOKO, SJ., Diretor do Centro Mgr MUNZIHIRWA, Kinshasa/RDC.

Os textos bíblicos deste quinto domingo da Quaresma convidam-nos a contemplar a vitória da vida sobre a morte. Deus abre os túmulos, insufla neles o seu Espírito e chama-nos, como Lázaro, a sair.

O nosso mundo exala morte. Da Ucrânia devastada pelos mísseis ao conflito no Médio Oriente e no leste da República Democrática do Congo, onde drones e bombas ceifam tantas vidas inocentes, semeiam desolação e destroem esperanças, as palavras de Jesus ressoam como uma luz inabalável: “Eu sou a ressurreição e a vida.” “Quem crê em mim viverá, mesmo que morra” (João 11,25).

Através deste Evangelho, Jesus revela-se como o Mestre absoluto da vida. Ele manifesta a sua natureza divina e demonstra o seu poder de vencer a morte. Sim, é dele que devemos receber o dom da vida que vem de Deus.

O texto diz-nos: “Lázaro estava doente.” Esta doença evidencia a condição vulnerável da humanidade, confrontada com a sua finitude e a inevitabilidade da morte.

Hoje, voltemos a nossa atenção para Lázaro. Sim, este Lázaro doente e esquecido, que nos chama através das crianças que vivem nas ruas das nossas cidades, os órfãos do HIV/SIDA que vagueiam sem abrigo nem futuro, as pessoas que vivem com HIV/SIDA, presas nos túmulos sociais que toleramos (exclusão, marginalização, desprezo).

Perante esta doença, Jesus não fechou os olhos; perante a morte, chorou, agiu: “Lázaro, sai!” E Lázaro ressuscitou, liberto das suas vestes funerárias. Doravante, a morte está vencida; a doença humana, portanto, não deve mais ser vista como algo que destrói a humanidade, mas talvez para a glória de Deus, se for vivida em uma relação de amor com Jesus, naquela relação pessoal que Jesus tem com cada pessoa. Jesus é aquele cuja vida inteira manifesta Deus e, portanto, dá glória a Deus. Toda doença, toda fragilidade, toda impotência, toda situação trágica, todo sofrimento humano deve, portanto, ser inscrito no amor por Jesus, para que, em nossa relação com Ele, possamos ser um sinal da glória de Deus que triunfa sobre a morte, para que o Filho de Deus seja glorificado através disso.

Na doença de Lázaro, Jesus é glorificado, revelando que Ele é o Senhor da vida. E que, nele, a vida é dada a todos, em sua plenitude.

A doença de Lázaro torna-se, assim, o lugar onde se revela quem Jesus verdadeiramente é: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11,25).

No entanto, Jesus não é guiado pela emoção imediata, mas pela vontade do Pai. Ele esperou que Lázaro morresse porque não veio para poupar o sofrimento e o luto, mas para os transformar através da sua ressurreição. Como Jesus, podemos alinhar as nossas ações à vontade do Pai, transformando as provas em testemunhos vivos de ressurreição e esperança.

Aquele que dá vida a Lázaro é o mesmo que dá a sua vida na cruz, em obediência, para nos oferecer uma vida abundante, libertada do pecado e da morte. Em meio aos “ossos secos”, aos estragos das bombas e dos conflitos, Deus promete abrir os túmulos, dar vida novamente através do seu Espírito e restaurar o seu povo na sua terra. E Jesus, Mestre da vida, cumpre esta profecia através da sua ressurreição, transformando o desespero em esperança ativa.

Que Deus abra os nossos “sepulcros” de desespero para soprar nova vida em nós. Boa caminhada rumo à Páscoa.

Pe. Matambura Ismael, SJ

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