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Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma, 15 de março de 2026

“Este quarto Domingo da Quaresma oferece-nos uma nova compreensão de que as lutas pelas quais passamos também são momentos da glória de Deus em nós.”

Primeira Leitura: 1 Samuel 16:1.6–7.10-13a Salmo Responsorial: Salmos 23:1-3, 3b-4.5.6 Segunda Leitura: Efésios 5:8-14 Aclamação ao Evangelho: João 8:12 Evangelho: João 9:1-41

A reflexão de hoje é apresentada por Fr. Osas Iriabe, SJ, Pároco Associado da Holy Family Parish localizada em Caldwell, na Libéria.

Hoje é o quarto Domingo da Quaresma, e a leitura do Evangelho está repleta de pontos impressionantes, mas a nossa atenção se concentrará no tema do sofrimento. A dinâmica do pecado como causa do sofrimento foi um ponto central de discussão na leitura do Evangelho de hoje. Logo no início desta passagem, vemos os discípulos fazerem uma pergunta a Jesus para saber se o pecado do homem cego ou o de seus pais era a principal razão pela qual ele era cego. Jesus rejeita veementemente essa ideia e simplesmente diz aos seus discípulos que a realidade daquele homem cego servirá antes para revelar ainda mais a graça salvadora de Deus.

A mensagem desta conversa destaca um ponto importante: que o sofrimento nem sempre é consequência do pecado. Há também momentos em que Deus se revela a nós de maneira dinâmica. “Sam Storms”, um escritor, disse certa vez, e cito: “Cada provação de sofrimento é uma oportunidade de crescer na fé.” Esta afirmação resume as etapas da fé deste homem cego, desde a sua cura até o momento em que ele reconheceu oficialmente Jesus como o Filho do Homem e acreditou nele.

Queridos amigos, num mundo em que nos foi religiosamente dito que, como cristãos, não fomos feitos para sofrer, muitas vezes acabamos caindo num profundo poço de ilusão por causa disso. Este quarto Domingo da Quaresma oferece-nos uma nova compreensão da nossa fé. Somos levados a entender que as lutas pelas quais passamos também são momentos da glória de Deus em nós. Às vezes parecem insuportáveis, como no caso do homem cego, mas a interação entre a presença de Deus nas nossas vidas e aquilo que Ele pode fazer deve ser para nós uma fonte de encorajamento. O tempo da Quaresma recorda-nos que também nós devemos tomar a nossa cruz e seguir o nosso Mestre. Por mais difícil que a cruz possa ser, Cristo convida-nos a ser como Ele, se apenas confiarmos nele. Rezemos pela graça de ver os nossos desafios não como castigos, mas como a maneira de Deus nos convidar a aproximar-nos mais d’Ele.

Pe. Matambura Ismael, SJ

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