
Por, Charmaine Mandina
Reflexão sobre a mensagem de São Francisco durante a Conferência de Páscoa do NMCS.
Oitocentos anos depois, São Francisco de Assis ainda fala ao nosso mundo hoje. Em 2026, a Igreja Católica global celebra um Jubileu especial — um tempo de reflexão sobre a sua vida e de renovação da forma como vivemos a sua missão na nossa fé, nas nossas comunidades, nas nossas casas e nos nossos corações.
Durante a Conferência de Páscoa do NMCS, fomos guiados em discussões em grupo por dois irmãos franciscanos, que nos ajudaram a refletir mais profundamente sobre a vida e a mensagem de São Francisco.

A vida de Francisco é uma história de mudança radical. Ele nasceu numa família rica em Itália, mas renunciou à sua vida confortável para seguir um caminho de pobreza, serviço e humildade. A sua maior transformação aconteceu dentro de si mesmo, mostrando-nos que a verdadeira mudança começa no interior. Como disse o Irmão Tatenda OFM, devemos “mudar os nossos corações antes de mudarmos o mundo”.


O amor de Francisco pela criação ainda nos desafia hoje. Ele lembra-nos que não podemos verdadeiramente amar as pessoas sem cuidar também da terra que as sustenta. A natureza não é algo para usar ou tomar como garantido, faz parte da nossa família, confiada aos nossos cuidados. E se queremos um ambiente limpo e saudável, cada um de nós tem de assumir a responsabilidade de o proteger e cuidar.
Somos chamados a viver simplesmente, tomando apenas o que precisamos, para que outros também possam ter o suficiente. Uma pergunta simples, mas profunda, orienta esta reflexão: se todos vivessem como eu, a Terra sobreviveria? Ao responder a isso, começamos a compreender mais claramente a nossa responsabilidade pessoal.

Pela nossa esperança comum, Francisco não apenas pregou; ele agiu. Reconstruiu a Igreja, pedra por pedra, mostrando uma fé vivida na prática. Hoje, somos chamados a fazer o mesmo: reconstruir a esperança passo a passo através de verdadeiros atos de amor, cuidado e compaixão. Estar presentes onde há necessidade, servir sem esperar nada em troca e escolher a simplicidade num mundo de excessos.
Neste ano jubilar, jovens, somos inspirados a tornar-nos instrumentos de renovação, testemunhas vivas da esperança, enraizados na humildade e no amor, e comprometidos em cuidar da nossa casa comum.
Créditos: Ideias inspiradas na apresentação do Irmão Tatenda OFM sobre o Ano de São Francisco.


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