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Reflexão da Sexta-feira Santa; O Sofrimento Triunfante

Primeira Leitura: Isaías 52:13–53:12 Salmo Responsorial: Salmos 31: 2, 6, 12-13, 15-16, 17, 25 Segunda Leitura: Hebreus 4:14-16; 5:7-9 Aclamação do Evangelho: Filipenses 2:8-9 Evangelho: João 18:1–19: 42

A Reflexão da Sexta-feira Santa é de SHAYO WILLIAM, SJ., Rádio Kwizera, Tanzânia.

Quando entramos nestes dias de contemplação dos mistérios da nossa fé, somos convidados a refletir mais profundamente sobre a paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo e sobre o preço que Ele pagou pelos nossos pecados. Hoje, talvez possamos começar pela perspectiva dos discípulos — aqueles que deixaram tudo para trás: suas famílias, seu trabalho e seus bens — para seguir o Messias. Eles O seguiram na esperança de um cumprimento triunfante, imaginando que um novo reino seria estabelecido e que reinariam com Ele. É possível que alguns de seus familiares e amigos os tenham desencorajado, insistindo que não havia esperança em seguir este homem, que ele terminaria como outros revolucionários antes dele e que nada de bom viria disso. E agora, neste dia, os discípulos são forçados a voltar às suas vidas comuns e enfrentar exatamente essas pessoas. Pode-se imaginar a primeira pergunta que encontraram: “Onde está o vosso Messias?”

Para mim, este sentimento de abandono torna-se o sentimento dominante da Sexta-feira Santa. É o sentimento que os discípulos devem ter experimentado, mas também o sentimento expresso pelo próprio Jesus, que clamou perguntando por que Deus O havia abandonado. A Paixão de Cristo nos convida a ecoar esse mesmo clamor. Cada um de nós já conheceu momentos de abandono: a perda de um ente querido, guerras e conflitos, divisões dentro das famílias e amizades, as lutas diárias da vida, zombarias e desprezo daqueles que antes respeitávamos e que agora nos olham com desdém. Em tais momentos, também perguntamos: “Onde estás, Deus?”

Hoje, este é o nosso clamor diante Dele. Não é um clamor nascido de uma fé fraca, mas um reconhecimento sincero da nossa fragilidade diante do sofrimento. Quando olhamos para o nosso mundo marcado por guerras, corrupção crescente, ações desumanas de líderes e dificuldades cada vez maiores, podemos novamente perguntar: “Por que nos abandonaste? Onde estás, nosso Deus?” No entanto, este reconhecimento honesto da nossa fragilidade não diminui a nossa fé. Pelo contrário, torna-se um caminho que nos conduz à glória da Ressurreição e ao Pentecostes, onde a fé plantada em nós no batismo é renovada e reacendida.

Que este clamor, e mesmo este sentimento de abandono, nos aproxime de Deus e nos mergulhe mais profundamente nos mistérios da nossa fé. Amém.

Pe. Matambura Ismael, SJ

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