Primeira Leitura: Êxodo 17:3-7 Salmo Responsorial: Salmo 95:1-9 Segunda Leitura: Romanos 5:1-2,5-8 Aclamação do Evangelho: João 4:42-15 Evangelho: João 4:5-42

A reflexão de hoje é de Patric Razafimahafaly, SJ., Diretor do Centre Arrupe-Madagascar.
Estamos agora no terceiro domingo da Quaresma. Isso significa que estamos nos aproximando da Semana Santa, a celebração da paixão e da ressurreição de Cristo. O Evangelho de hoje, de João 4:5-42, que narra o diálogo entre Jesus e a mulher samaritana junto ao poço de Jacó, convida-nos a ver Cristo como a água viva e a fonte da vida eterna.
Jesus esperava a mulher samaritana junto ao poço de Jacó, em Sicar, assim como espera cada um de nós. Ela chegou carregando o seu estilo de vida e todos os seus fardos. Enfrentava a luta diária do trabalho doméstico, indo buscar água todos os dias para a sobrevivência e a higiene. Também carregava um histórico amoroso conturbado, tendo sido casada cinco vezes, enquanto o homem com quem vivia não era seu marido. Além disso, enfrentava tensões sociais nascidas da longa hostilidade entre judeus e samaritanos. Por fim, enfrentava um dilema religioso, pois não sabia onde nem como adorar, nem quando o Messias chegaria.
Com base nessa observação, pode-se dizer que a mulher samaritana reflete toda a humanidade em busca de felicidade e alegria. Embora nossos corações e mentes tenham sede de paz, não a vemos claramente. A partir desse encontro entre Jesus e a mulher, podemos tirar três lições:
Primeiro, Jesus, o Messias esperado por Israel e por outros povos como os samaritanos, veio para toda a humanidade. Ele já está entre nós, presente em nossas lutas e rotinas diárias. No entanto, muitas vezes não conseguimos vê-lo ou reconhecê-lo, porque nossa atenção está ocupada com outras coisas.
Segundo, Jesus afirmou claramente que aqueles que adoram a Deus devem adorá-lo em espírito e em verdade, em vez de se deixarem enganar por aparências externas ou por falsos deuses.
Terceiro, Jesus não apenas traz a água viva; ele próprio é a fonte viva inesgotável, a fonte da vida eterna e da salvação.
Irmãos e irmãs, agora está claro que o diálogo proposto por Jesus é:
- um diálogo que leva as pessoas a promover o amor e a unidade, onde o objetivo não é convencer, mas compreender uns aos outros;
- um diálogo que ajuda o coração e a mente humanos a alcançar uma verdadeira conversão e a buscar nada além da verdade.
Queridos amigos, durante esta Quaresma, a Igreja nos chama a não ter medo de nos aproximarmos de Cristo, a água viva que sacia a nossa sede e nos une. Ele é a água viva que nos permite viver a vida de Deus, uma vida de verdade e amor. Que a nossa caminhada quaresmal seja para cada um de nós um tempo de transformação e renovação espiritual. Amém.


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