As atividades principais e comuns do Centro Maisha incluem o atendimento, a formação e a capacitação dos jovens. Porém, essas atividades ficaram imensamente perturbadas desde o início da pandemia do coronavírus.

Para o Centro Maisha (CM), a vida deve ser cuidada e protegida a todo o custo. O atendimento no CM visa mitigar o impacto da infeção pelo HIV na vida das pessoas infetadas, nas suas famílias, dependentes e na sociedade/comunidade. Este atendimento abrange visitas domiciliárias (VD), seguimento e acompanhamento psicossocial, medicamentos e assistência médica, escolarização dos órfãos seropositivos e das crianças vulneráveis (OCV), apoio espiritual, suplemento nutricional, etc.

A morte por vezes visita-nos nas nossas atividades. “Como é doloroso ver morrer os seus!”. O Centro Maisha passou por momentos de experimentar a morte. Além de 7 pessoas que morreram durante o ano de 2019, o destino e a natureza finita da vida levaram-nos, enquanto os nossos corações ainda sangravam, uma outra vida: a Sra. Annie que, há cinco meses, tinha perdido o seu filho Léon, de 11 anos, seguido e monitorado no CM desde há quase cinco anos. Paz às suas almas! Deus, que dá a vida, sabe porque decidiu arrancá-los ao nosso afeto tão cedo.

Um dos primeiros princípios de saúde pública é “mais vale prevenir do que remediar”. O Centro Maisha, que trabalha para promover a vida em todas as suas dimensões, também se insere nessa lógica. Estão entre as suas várias prioridades o bem-estar, a educação, o desenvolvimento individual e coletivo, a autonomização dos jovens. A formação e a educação passam por diversas atividades. Entre fevereiro e março, o CM realizou 28 atividades, a saber: 3 conferências de debate, 1 partida de futebol, 4 palestras educativas, 7 jornadas culturais, 2 sensibilizações de massas, 3 jornadas recreativas, 2 visitas guiadas, 5 acampamentos de férias, 1 palestra interpessoal.

E a doença do coronavírus (Covid-19) também afeta as nossas atividades!

A 10 de março, foi declarado o primeiro caso de coronavírus na República Democrática do Congo, em Kinshasa e, nove dias depois, o Chefe de Estado declarou o estado de emergência. Esta situação afeta-nos seriamente, bem como a todas as outras estruturas religiosas, educacionais, de saúde, sociais, etc., do país e da província de Tshopo, embora nenhum caso tenha aqui sido relatado até ao momento. Graças a Deus! Deve também ser enfatizado que todas as atividades do CM implicam um agrupamento de pessoas. Mas é isso que ficou impedido pelo confinamento imposto pela pandemia do coronavírus. As nossas atividades de prevenção e de formação, bem como os encontros semanais de apoio aos nossos beneficiários, estão suspensas. Organizamos um serviço mínimo com uma equipa reduzida. Após o anúncio do estado de emergência, algumas pessoas de boa vontade mobilizaram-se para disponibilizar kits de lavagem das mãos em determinados locais públicos. Foi possível constatar uma ligeira redução de pessoas na rua e em outros locais públicos. Infelizmente, passadas três semanas, a rua comporta-se agora como se nada tivesse acontecido, pelo menos na cidade de Kisangani. Uma situação que preocupa, principalmente porque as estruturas locais de saúde não estão preparadas para receber casos de infeção. O Maisha gostaria de aproveitar esta oportunidade para fortalecer ainda mais a conscientização sobre o coronavírus (covid-19), que continua sendo um perigo iminente para a saúde pública. O seu alvo são os mercados periféricos da cidade que são esquecidos, embora sejam frequentados por muitas pessoas.

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