Embora as crises nem sempre levem a um aumento das infeções pelo HIV, as pessoas apanhadas em conflitos armados estarão sempre em maior risco. Infelizmente, as estratégias nacionais de prevenção do HIV não incluem na maioria das vezes essas pessoas. No entanto, seria útil incluir o HIV e a SIDA no planeamento de emergências. É de ter em consideração que as guerras e emergências prolongadas representam um enorme desafio para o planeamento quanto ao HIV e à SIDA em todo o mundo.

A África está a registar níveis sem precedentes de deslocamentos humanos, o que leva ao aumento de refugiados e pessoas deslocadas internamente. Esta situação faz aumentar a necessidade de serviços de saúde que lidem também com as doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV e a SIDA. Além disso, as pessoas que vivem com o HIV são particularmente suscetíveis aos efeitos da insegurança.

Na Conferência Internacional sobre as Migrações, o diretor da AJAN, P. Elphège Quenum, fez uma apresentação sobre os planos da sua organização para se envolver nas crises de refugiados em África e fazer o que sua organização faz de melhor: oferecer sensibilização sobre o HIV e a SIDA. A conferência foi realizada em Nairobi, no Quénia, de 20 a 22 de janeiro de 2020. Foi organizada pela Rede Jesuíta de Justiça e Ecologia. Intitulada “Migrantes, Refugiados, Tráfico de Pessoas e HIV & SIDA”, a apresentação do P. Elphège abordou o enorme desafio que os refugiados enfrentam e as razões pelas quais as intervenções em relação ao HIV e à SIDA em África devem procurar atender às suas necessidades. “Os desafios subjacentes incluem: fontes de rendimento baixas, perda de meios de subsistência e abrigo, habitação precária, violência e estupro como arma de guerra”, acrescentou.

Não há dúvida de que os africanos deslocados estão entre os grupos vulneráveis que a AJAN identifica como destinatários da sua intervenção. Por conseguinte, a AJAN planeia unir forças com o Serviço Jesuíta aos Refugiados, que trabalha em campos de refugiados, para fazer progredir a batalha contra o HIV e a SIDA. Desta forma, a AJAN comprometer-se-á a prestar formação quanto ao HIV e à SIDA através de programas como o AHAPPY.

O AHAPPY, um projeto de ponta da AJAN, será integrado nos programas existentes no terreno para ajudar a formar a consciência dos jovens refugiados como uma frente avançada contra o HIV. Este trabalho da AJAN situar-se-á no âmbito do foco jesuíta definido por uma das Preferências Apostólicas que estipula: “Caminhar com os pobres, os marginalizados do mundo, aqueles cuja dignidade foi violada, numa missão de reconciliação e justiça…”. Os refugiados são indubitavelmente vulneráveis, precisando de toda a ajuda que puderem obter. Esta é uma contribuição da AJAN para o esforço da comunidade internacional para vencer o vírus HIV até 2030, em conjunto com a meta da ONUSIDA.

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