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Plantar Esperança: JUC Capacita Facilitadores para Cultivar Árvores e Jovens Aprendizes

O Jesuit Urumuri Centre (JUC) realizou, no dia 15 de outubro de 2025, em suas instalações, um workshop para facilitadores locais das escolas parceiras no âmbito do Projeto de Alimentação Escolar e Meio Ambiente, uma iniciativa que combina a conservação ambiental com a melhoria da nutrição dos estudantes vulneráveis das escolas parceiras do JUC.

A sessão começou com o Pe. Alexis Nzayituriki, SJ, gerente de programas do JUC, apresentando uma breve visão geral da Província Jesuíta Ruanda–Burundi e da missão do JUC, enraizada nos valores da dignidade humana e do Evangelho. Ele destacou que o projeto responde a dois desafios urgentes — a degradação ambiental e o programa de alimentação escolar — alinhando-se ao apelo do Papa Francisco na Laudato Si’ para cuidar da nossa casa comum enquanto apoia os estudantes vulneráveis. Ao promover a gestão ambiental responsável e contribuir para o programa nacional de alimentação escolar, o JUC busca nutrir tanto o planeta quanto os jovens aprendizes que dele dependem.

Alexis descreveu a estratégia de implementação do projeto, que inclui a identificação das escolas parceiras, a realização do workshop para os atuais facilitadores, a formação de clubes de ambiente (que todas as escolas já possuem), a organização de atividades de plantação de árvores e a realização de visitas de campo.

Explicou que a iniciativa complementa os esforços do governo para plantar árvores em todo o país, referindo:

“O nosso projeto mata dois coelhos de uma só cajadada — conserva o ambiente e fornece fruta a crianças vulneráveis.”

Incentivou os facilitadores a assumirem a responsabilidade pelo projeto, dizendo:

“Não estaremos em todas as 30 escolas todos os dias. Como nossos colaboradores, vocês estarão presentes na nossa ausência — ensinando conservação ambiental e cuidando das árvores. O sentido de responsabilidade será a chave para o sucesso deste projeto.”

Os facilitadores levantaram questões e preocupações sobre a qualidade do solo, o momento ideal para a plantação das árvores e a disponibilidade de água. Alexis tranquilizou-os, afirmando que a JUC trabalharia em estreita colaboração com as escolas para resolver os desafios, principalmente oferecendo apoio técnico quando necessário. Salientou a importância da colaboração, especialmente para garantir os cuidados adequados às árvores.

Para manter os alunos motivados, Alexis anunciou que a JUC organizará competições nas quais os alunos poderão expressar criativamente a sua compreensão da conservação ambiental através de poemas, canções e desenhos baseados no manual de formação do projeto.

Alguns facilitadores também se mostraram preocupados com as pragas e doenças, mas uma participante partilhou um testemunho impactante, explicando como a autonomia dos alunos na sua escola tinha eliminado estes problemas:

“Os nossos alunos cuidam dos legumes e dos tomates-arbóreos. Há anos que não precisamos de comprar legumes.”

O orador convidado, Sr. Robert Nzabamwita, agrónomo convidado, conduziu uma sessão prática sobre a seleção e o cuidado das árvores. Explicou que o projeto escolheu árvores de fruto — abacate, laranja e manga — porque prosperam no clima tropical do Ruanda, melhoram o ambiente escolar e podem produzir frutos até 15 anos.

Alertou as escolas para que não solicitassem mais árvores do que aquelas que conseguem gerir:

“Se se concentrar na quantidade, pode perder tudo. Mas com a quantidade certa e os cuidados adequados, terá uma colheita abundante”.

O Sr. Nzabamwita abordou também fatores essenciais para árvores saudáveis ​​— luz, água e cuidados com o solo — e alertou para o fototropismo, condição em que as árvores privadas de luz solar crescem fracamente em busca de luminosidade. Forneceu orientações sobre medidas de covas, irrigação, sacha, cobertura morta e poda.

Ao abordar as questões sobre os custos dos fertilizantes e dos pesticidas, aconselhou as escolas a produzirem composto orgânico utilizando resíduos das cozinhas escolares, como cascas de frutas e legumes. Salientou ainda que o fornecimento de recursos básicos para o cuidado das árvores faria parte da contribuição de cada escola para a parceria.

Os participantes manifestaram grande apreço pela sessão, salientando que o workshop lhes proporcionou competências práticas e renovou a sua motivação. Alguns comprometeram-se mesmo a replantar árvores que já possuem nas suas escolas, utilizando as técnicas melhoradas que aprenderam.

Para concluir, Alexis anunciou que a equipa da JUC e o engenheiro agrónomo iriam visitar em breve todas as escolas parceiras para avaliar as condições do solo e, posteriormente, entregar as mudas de árvores de fruto para plantação — marcando o próximo marco neste projeto inovador e impactante.

A atividade final do dia foi a demonstração de plantação de árvores na quinta da JUC.

Esta é a segunda fase deste projeto, a primeira tendo sido implementada em 2021, e tendo tido um impacto positivo nas escolas com as quais o JUC fez parceria naquela época.

Através deste projeto, a JUC continua a cultivar uma geração que valoriza tanto a sustentabilidade como a responsabilidade social, ajudando as comunidades a tornarem-se mais verdes e fortes, uma escola de cada vez.

Por, Henriette Mushimiyimana,

Responsável de Comunicações, JUC

Pe. Matambura Ismael, SJ

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