Parabéns pela sua nomeação como Cardeal!
Hoje, dia 5 de outubro, é verdadeiramente um dia especial para dar graças a Deus! O padre jesuíta e fundador da AJAN, Michael Czerny, conta-se entre os 13 nomeados para receberem o barrete cardinalício, depois do anúncio feito pelo Papa Francisco no início de setembro. O P. Czerny é Subsecretário da Secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano.
Encontram-se aqui estupendas memórias de diversos Padres jesuítas que trabalham em vários centros por toda a África e que se relacionaram com o Cardeal Czerny de uma forma ou de outra.
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Czerny ensinou-me não apenas a trabalhar arduamente, mas também a permanecer por inteiro um jesuíta africano que está totalmente comprometido com Deus – Ghislain Tshikendwa Matadi, SJ (CERED – Centro para a Investigação e a Comunicação sobre o Desenvolvimento Sustentável, R. D. do Congo).
Felicito calorosamente o meu companheiro, o Reverendo Padre Michael Czerny, SJ, pela sua criação pelo Papa Francisco como Cardeal. Agradeço-lhe por ter confiado no meu talento para a escrita. Ele ensinou-me não apenas a trabalhar arduamente, mas também a permanecer por inteiro um jesuíta africano que está totalmente comprometido com Deus. Agradeço-lhe por me ter ajudado a publicar o meu livro sobre Job e a conseguir a sua tradução em Inglês e Alemão.
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Michael, tenho gratas memórias do tempo que passámos juntos na AJAN – Jacquineau Azetsop, SJ (Diretor da Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Gregoriana, Roma, Itália).
Michael, tenho gratas memórias do tempo que passámos juntos na AJAN ao serviço do Reino, imbuídos pela opção preferencial pelos marginalizados e repletos do desejo de colocar a justiça no cerne da nossa história humana. Que estes mesmos valores te acompanhem no serviço da Igreja, como Bispo e Cardeal da Santa Igreja. Acompanham-te as minhas orações.
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Serviu-me de inspiração o modo como o P. Czerny recorria ao Ensinamento Social Católico para estar ao lado das pessoas infetadas e afetadas pelo HIV/SIDA – Wanyonyi Eric Simiyu, SJ (Paróquia de Sta. Teresa, Rumbek, Sudão do Sul).
Saudações com a paz, o amor e alegria de Jesus desde Rumbek, no Sudão do Sul. Conheci o P. Michael Czerny em 2003 quando vim fazer a minha segunda prova do Noviciado no bairro de lata de Kibagare, em Nairobi. No dia 1 de dezembro de 2003, ele ofereceu-me uma t-shirt amarela para eu participar no Dia Mundial da SIDA no KICC, em Nairobi. Serviu-me de inspiração o modo como o P. Czerny recorria ao Ensinamento Social Católico para estar ao lado das pessoas infetadas e afetadas pelo HIV/SIDA.
Durante o meu magistério na Casa AJAN, o P. Czerny ensinou-me a amar Jesus, a amar a Companhia de Jesus e a amar a Igreja Católica. Ele ensinou-me o empenho por aquilo que faço quando muitas vezes me recordava à noite de que havia um trabalho urgente dizendo: “por favor, Simiyu, este trabalho era para ontem. Boa noite”. Sinto-me repleto de alegria pelo P. Czerny ter sido nomeado como príncipe da Igreja. “Continuo a rezar por ti na tua nova missão, meu irmão mais velho”.
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Um Homem da Igreja é a imagem que guardo de ti – Paterne A. Mombe, SJ (Anterior diretor da AJAN, sucessor do Cardeal Czerny).
Um Homem da Igreja enquanto instituição e povo de Deus é a imagem que guardo de ti na AJAN. Encorajaste-me a ser a presença da Igreja e um instrumento da graça na vida do povo de Deus atormentado pelos desafios do HIV e da SIDA em África.
Esse Homem da Igreja, essa presença da Igreja na vida do povo de Deus que sofre, ontem no apostolado social, hoje na pastoral dos migrantes, amanhã noutro local: este é o elemento constante da tua vida que, em comunhão com o Papa Francisco, desejo celebrar nesta ocasião especial. Hongera, Rebbe Michael!!! Que tudo seja AMDG!
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À noite, falávamos bastante da génese da AJAN e da luta que ele empreendera para mobilizar os líderes eclesiais em África para virem em socorro das pessoas que sofriam com o HIV/SIDA – Patrice Ndayisenga, SJ (Diretor do Centro Urumuri, Kigali, Ruanda).
Conheci pela primeira vez o Cardeal Michael Czerny, SJ em 2008. Eu frequentava então o primeiro ano de filosofia no Arrupe College. O Cardeal Czerny falou-nos do HIV e da SIDA e do trabalho da Rede Jesuíta Africana contra a SIDA (AJAN), uma instituição por ele fundada na África Subsaariana. Mais tarde, conheci-o mais de perto quando em 2012 fui seu anfitrião na AJAN. Ele tinha vindo participar no décimo aniversário da AJAN e eu fazia ali na altura o magistério. À noite, falávamos bastante da génese da AJAN e da luta que ele empreendera para mobilizar os líderes eclesiais em África para virem em socorro das pessoas que sofriam com o HIV/SIDA. Admirei muito o seu sentido de Igreja e a sua missão pastoral junto dos pobres, dos marginalizados e dos vulneráveis. Agradeço a Deus por continuar a alargar os horizontes do P. Czerny oferecendo-lhe mais espaço para O servir a uma escala cada vez maior. Parabéns, caro P. Michael Czerny, SJ e bênçãos para a sua nova missão.
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Sempre me encorajaste a escrever e a refletir acerca do desafio do HIV e da SIDA – Thierry Manirambona, SJ (Hekima College, Nairobi, Quénia).
Parabéns ao P. Michael Czerny, SJ. Sempre me encorajaste a escrever e a refletir acerca do desafio do HIV e da SIDA. Ajudaste-me a publicar o meu livro The Orchids (As Orquídeas) e asseguraste a sua tradução por intermédio da AJAN. Estavas sempre muito atento respondendo às minhas várias mensagens e disponível para me encorajar mesmo quando já não estavas na AJAN. Que Deus te abençoe, te dê a força física e espiritual de que necessitas para a missão que te foi confiada pela Igreja. Parabéns!
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O P. Czerny é um coração para os pobres que não poupou energias para encorajar os jesuítas e os líderes eclesiais em África a pensar e desenvolver respostas em favor do bem das pessoas que estão infetadas e afetadas pelo HIV em África – Elphège Quenum, SJ (Diretor da AJAN, Nairobi, Quénia).
Em setembro de 2003, deu-se o meu primeiro encontro com o Cardeal Czerny. Eu tinha acabado de completar o meu mestrado em Ciências Sociais e tinha sido destinado a dar início ao meu magistério com ele na Rede Jesuíta Africana contra a SIDA, em Nairobi. Iria passar dois anos muito ricos com ele. Descobri um companheiro que era muito dedicado à causa dos pobres e das pessoas vulneráveis. Os Superiores Maiores Jesuítas de África e Madagáscar tinham decidido pouco tempo antes estabelecer a AJAN para organizar e fortalecer as respostas e iniciativas jesuítas à terrível epidemia do HIV e da SIDA em África. Correspondendo a esta responsabilidade, Michael Czerny não poupou energias para encorajar os jesuítas e os líderes eclesiais em África a pensar e desenvolver respostas em favor do bem das pessoas que estão infetadas e afetadas pelo HIV em África.
Ele costumava dizer: “Este é o tempo para a Igreja. Somos chamados, neste momento, a exprimir a proximidade da Igreja aos mais débeis e às pessoas que sofrem na sociedade”. Czerny dedicou o seu tempo a visitar as casas de formação jesuítas para falar com os jovens jesuítas e os seus formadores e refletir sobre a situação a nível regional e local. Estas discussões preparavam o caminho para determinadas ações que respondiam aos desafios. Visitava também os companheiros nos seus vários apostolados para imprimir neles a vontade de incluir as respostas ao HIV e à SIDA na sua missão.
Os Centros como o Centre Esperance Loyola (Centro Esperança Loiola) no Togo, Parlons-Sida (Falemos de SIDA) na República Democrática do Congo, Upendo (Amor) e Uzima (Vida) no Quénia foram criados e fortalecidos sob a sua liderança para cuidar das pessoas que vivem com o HIV e que são alvo de estigma e discriminação. Bastantes jesuítas escreveram livros profundos acerca da epidemia para partilharem as suas experiências.
Enquanto sucessor do Michael (a seguir ao Paterne Mombe, SJ), recordo-me sempre do seu coração aberto aos pobres que me inspira a exercer a minha liderança para continuar a mesma missão em benefício das pessoas que vivem com o HIV. Desejo a Michael Czerny sucesso e alegria na sua missão enquanto Cardeal.
A AJAN saúda calorosamente e com orgulho o Cardeal Czerny!!!

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