Embora o Centro Social Arrupe (CSA), fundado pelos jesuítas, esteja empenhado em dar respostas duradouras aos problemas económicos, políticos, socioculturais e religiosos que afetam os pobres em Madagáscar, está também envolvido na luta levada a cabo pelos jesuítas contra o HIV e a SIDA.

Por meio do seu Programa Pastoral Saúde e Família, o CSA associa-se à AJAN no combate por reduzir a prevalência do HIV e da SIDA na ilha de Madagáscar. Nesta linha, de 30 de setembro a 4 de outubro realizou-se uma sessão de formação AHAPPY em Antananarivo, com a presença de 35 participantes de diversas organizações ligadas aos jesuítas em todo o país. As organizações representadas eram: St. Michel Amparibe, FET, MDMK, ACUT, FIM, AIM, SAMIS ESIC, Amborovy, Malaza, DINEC, St. Philipe et Jacques Tanjombato, Soavina, ITSFX Antady Fianarantsoa, ITSA Fianarantsoa, CIC Mananjary, Écoles Secondaires, LTB Bevalala, ETB Bevalala, PSP Tsamasoandro e TAMPIKRI. O próprio CSA enviou sete membros do seu pessoal à formação.

Participação de personalidade de relevo

O Ministro da Saúde esteve presente, o que representou uma grande honra para o CSA e para a AJAN. Esta participação evidenciou a seriedade dada à luta contra a epidemia em Madagáscar nesta altura. No passado, Madagáscar chegou a ser considerada como estando incólume a este flagelo, devido à sua separação física do continente africano e à pouca interação entre os dois; porém, deu-se uma reviravolta preocupante e, de acordo com dados da ONUSIDA de 2017, registou-se um aumento de 54% na taxa de infeções no período entre 2010 e 2017. A responsabilidade pela proliferação da doença no continente africano tem sido em boa medida atribuída aos condutores de veículos pesados, mas estes não abundam na ilha. O Ministro sublinhou a importância da sensibilização e da redução do estigma e da discriminação enquanto ações imprescindíveis e que devem ser assumidas por todos em Madagáscar. Reiterou também o compromisso do governo em providenciar tratamento e fortalecer a sensibilização.

As pessoas demonstram apatia quanto a serem testadas ao HIV

A ficha informativa da mesma agência da ONU para 2018 aponta para uma alteração da percentagem da taxa de infeção desde 2010 na ordem dos 193%. As mortes relacionadas com o HIV e a SIDA aumentaram em 22%. E, o que é mais surpreendente, apenas 4.200 pessoas de um total de 39.000 (30.000-55.000) foram submetidas a um teste ao HIV. Isto revela o elevado número de pessoas que tomam conhecimento da sua condição como se fosse uma brincadeira de criança e nada fazem quanto a isso.

Para lá da antipatia em relação aos testes, a oferta de serviços continua a ser desproporcionada em relação às necessidades das pessoas que vivem com o HIV e a SIDA. De facto, uma médica que participou na formação AHAPPY revelou de forma conscienciosa ser testemunha de como há pessoas a morrerem da doença devido à segregação de que são vítimas nos serviços de saúde em Madagáscar. Apenas 7% dos infetados têm acesso a apoio médico.

O Programa Pastoral Saúde e Família do CSA tem um projeto intitulado Educação para a Vida e o Amor (EVA), cuja atenção se centra nos jovens. Este projeto tem vindo a difundir-se nos centros sociais jesuítas em Madagáscar e noutras paragens, e daí a correlação e parceria com o programa AHAPPY da AJAN.

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